Eu costumo dizer que, uma carteira de investimentos é como um time de futebol.

No gol, tenho a renda fixa. Aquela que vai me garantir que o jogo seja bem equilibrado. O tesouro selic garante pelo menos um bom empate.
Tenho certeza que não vou tomar muitos gols, sempre cobrindo a inflação e me protegendo. Mas também sei que investir muito nessa posição, faz com que muitos jogos terminem empatados, sem muitos gols feitos nem sofridos.

Na defesa e no meio de campo, tenho os fundos imobiliários e REITs. Eles garantem a liquidez da carteira. Todo mês estão jogando rendimentos na conta. Considero a “defesa” da carteira, pois através deste dinheiro, posso fazer algumas “manobras” com a carteira ao longo do tempo. Corrigindo alguns ativos que estejam pra trás (comprando mais), e direcionando os aportes. Alguns “jogadores” do meio de campo, as vezes fazem belos gols, garantindo boa rentabilidade e também uma possível valorização. Mas este não é o principal papel deles, já que estão ali principalmente para gerar caixa.

No ataque, tenho Ações e Stocks. Esses são os que mais “se movimentam” pelo campo. Jogam uns bons dividendos de vez em quando, fazem uns golaços quando acabam tendo um bom crescimento, e no longo prazo, acabam fazendo uma boa campanha quando bem escolhidos.

Já no banco de reservas, tenho uns Bitcoins e Empréstimos P2P, considerados ativos de alto risco, tem pouca participação no jogo, mas as vezes fazem o gol da vitória. Eu procuro ter poucos “jogadores” com estas características, para que não estraguem o jogo dos outros.

Eu costumo pensar no mundo dos investimentos assim. Somos um técnico deste time, temos recursos limitados (aportes e nossa “cabeça”), onde podemos investir um pouco mais em uma determinada posição, em detrimento da outra. É como estar num clube de futebol mediano. As vezes ganho uns bônus ou consigo fazer um trabalho extra, e aí contrato alguns craques. Mas no geral, o mais importante é manter o time equilibrado.

Dependendo da sua estratégia, você vai investir mais em uma ou outra posição. Costumo ler que funcionários públicos e pessoas com emprego e renda bem estabilizada, acabam por buscar mais riscos no mercado financeiro, ou seja, jogam mais no ataque.

Já algumas pessoas que são empreendedoras, que ousam demais com seu “ganha pão”, acabam por buscar um time mais defensivo, com intuito de proteger o que constroem na “vida real”. Meus chefes são assim.

Eu procuro ter um bom equilíbrio no meu time. Penso que minha estratégia vai se ajustando ao longo dos anos. Daqui a cerca de cinco ou dez anos, acho que vou focar mais na defesa e meio campo, quando meu patrimônio for cinco ou seis vezes maior do que é hoje. Vou focar mais na geração de dividendos. Por ora, vou tentando colocar boas peças também no ataque, para focar no crescimento do patrimônio.

E você, como escala seu time?