Minha Carteira Alvo

Bom, essa é minha carteira alvo atual. Ou seja, meu objetivo de alocação de patrimônio financeiro.

Aqui não levei em consideração outros tipos de ativo (empresas, imóvel, veículos, etc).

Estratégia de Investimento
Horizonte: 7 anos
Objetivo Principal: Renda Passiva Sólida em 2033
Distribuição do Objetivo: 75% Renda Passiva / 15% Blindagem / 10% Crescimento
Meta de Rentabilidade: 1% ao mês líquido
Tolerância ao Risco: Alta
Contexto Adicional: Planejamento de Imigração em 2 anos

Renda Fixa Brasil (50%)
Aproveitar juros altos brasileiros (acredito que ainda teremos alguns anos, no mínimo);
Alta geração de caixa para rebalanceamento;
Proteção contra inflação (sabemos que o BR é o país da inflação, então é importante se proteger).
Uma vez por semestre vou revisar estes objetivos, e provavelmente vou revisar o peso da Renda Fixa Brasil (reduzir). Mas isso vai depender muito do comportamento dos juros e do câmbio. Caso os juros brasileiros se movimentem para cair, vou redistribuir esas parte da carteira.
A ideia aqui é ter 3 títulos: CDB 100% CDI (já até pensei em CDBs mais agressivos de bancos menores, mas acho que essa fatia da carteira busca segurança e previsibilidade, então não faz sentido tomar riscos aqui) + Tesouro IPCA+ (proteção contra inflação) + Tesouro Selic (capturar juros altos).

ETFS Exterior (irlandeses) 28%
IWDA (12%) – MSCI World – Base global de países desenvolvidos.
CNDX (6%) – Nasdaq 100 – IA + Tech. O objetivo aqui é capturar o crescimento que envolve a IA.
EIMI (5%) – Emergentes – China + Mercados Emergentes. Aqui é minha “aposta” no contínuo crescimento da China e dos mercados emergentes.
WSML (5%) – Small Caps – Alpha + diversificação. Aqui o objetivo é capturar crecimento de empresas com alto potencial de crescimento.
O objetivo desta parte da carteira é um misto de proteção cambial + crescimento.
Por que ETFs irlandeses? Na ótica de um residente fiscal no Brasil, o principal objetivo ao escolher estes ETFs é a eficiência tributária internacional e sucessória. Ou seja, menor imposto retido sobre dividendos americanos, menor risco de imposto sucessório americano, simplicidade no reinvestimento (são versões acumuladores que reinvestem dividendos automaticamente), e também me concede menor exposição concentrada e domiciliada nos EUA.

REITs USA 7%
WELL (2%) – Senior Housing – Envelhecimento Populacional – Foco no crescimento defensivo (população ficando mais velha);
O (2%) – Imóveis Comerciais – Renda Mensal Previsível – Dividendos / Estabilidade;
EQIX (1%) – Data Centers – Infra digital / IA / cloud – Crescimento tecnológico;
AMT (1%) – Torres de Telecom – 5G, dados Móveis, conectividade – Infraestrutura global;
PLD (1%) – Galpões Logísticos – E-commerce, supply chain, armazenagem – Logística Premium.
Acho que os detalhamentos aí são autoexplicativos. Mas na minha concepção, temos aí algumas vertentes. Envelhecimento populacional, demanda grande por danta centers e infraestrutura para crescimento tecnológico, e logística premium.
Aqui traduz muita da minha visão de mundo. Cada vez mais conectado, mais tecnológico, mais dependente de infraestrutura.
Com um destaque especial para “O” (Realty Income), que é um S&P 500 Dividend Aristocrats, que acumula mais de 31 anos consecutivos de aumento de dividendos (uau).

Stocks USA 5%
NVDA (1%) – Principal fornecedora de infraestrutura da IA generativa (Pá e picareta na corrida da IA).
TSM (1%) – Maior fabricante de semicondutores. Por trás de NVidia, Apple, AMD e outras big techs.
BRK.B (1%) – Extremamente resiliente, old school, com caixa, seguros e negócios sólidos. O “amortecedor” da carteira.
MSFT (1%) – Crescimento previsível em cloud, software corporativo, IA e receita.
GOOGL (0,5%) – Domina busca (até quando?), publicidade digital, Youtube, Android e altos investimentos em IA. Escala global.
AMZN (0,5%) – E-commerce, logística, AWS. Representa a exposição ao consumo digital.
Muitos podem pensar que estou investindo de forma “duplicada” em alguns ativos, pois eles se encontram dentro de alguns ETFs. Porém eu acredito que stock picking faz sentido quando há uma tese bem fundamentada (aqui os fãs de ETFs ficam chateados kk). Por exemplo, a NVDA já me deu muitas alegrias com o crescimento exponencial dos últimos anos, e eu não teria capturado tanto o crescimento dela se investisse somente através de ETFs. Ao passo que escolhi concentrar em qualidade, IA, infraestrutura tecnológica e empresas dominantes, limitei o risco à 5% da carteira.

Fiis 3%
HGLG11 – Galpões Logísticos e Distribuição
KNCR11 – Crédito Imobiliário e Renda (CRI pós fixado)
VISC11 – Shoppings – Recuperação do Varejo físico qualificado

Ações brasileiras 2%
EGIE3 – Energia defensiva
ITSA4 – Holding controladora Itaú e outras / dividendos
WEGE3 – Crescimento industrial global
TAEE11 – Receita regulada / dividendos

Os dois últimos blocos representam apenas 6% de ativos nacionais que ainda acredito para os próximos anos.

Bem, tentei passar aqui o racional por trás das minhas escolhas, com principal objetivo de registrar os fundamentos de cada uma delas pra mim mesmo.

E você, o que achou desta composição?

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