A Itália vive um grande surto de coronavirus, bloqueando cidades, trens, ônibus e rodovias inteiras, a fim de tentar bloquear a epidemia.

E onde eu estava no meio disso tudo? Em um trem de alta velocidade partindo de Florença rumo à Milão.

O trem atrasou duas horas (algo raro para os trens europeus), e eu -obviamente de férias- não estava acompanhando as notícias do vírus. A Itália foi acometida por ele e, até a publicação deste post, não foi localizado o paciente zero (o que iniciou a contaminação). Li diversos jornais enquanto estava no trem parado e observei que o governo está ainda confuso sobre o que fazer. O fato é que minha viagem foi interrompida e tivemos de descer do trem.

Neste momento estamos a bordo de um ônibus que tenta se aproximar de Milão, acreditamos que teremos de pegar outro trem. A sensação é a de viver – ao vivo – um Apocalipse zumbi dos filmes. As cidades estão completamente vazias e as pessoas de máscaras. Há muita desinformação e confusão. Mas gosto de ir aos fatos. Apesar da doença não ter uma vacina ou tratamento aparente, ela parece só fazer vítimas fatais de idade mais avançada e/ou já acometidas por outras doenças. Isso me deixa um pouco mais tranquilo. Mas é inegável a preocupação de estar com minha família, cheio de malas, com vôo marcado para hoje a noite, sem saber se chegaremos à nosso destino.

Um fim confuso para dias maravilhosos de férias.

O único prejuízo até o momento é ter perdido o dia de hoje, que serviria para conhecer Milão. Com o Duomo fechado e praticamente todas as atrações turísticas encerradas, se chegarmos à Milão, conheceremos uma cidade fantasma.

Até o próximo post com novidades.